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Autoridades iranianas celebram derrota de Trump nas midterms

Por Redação •

Em meio às celebrações iranianas pelo 47º aniversário da tomada da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, com passeatas por todo o país nesta quarta-feira (4), as autoridades do governo e do Judiciário local reagiram com celebrações à derrota do Partido Republicano e de Donald Trump nas eleições americanas de meio de mandato, as midterms.Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou que a derrota do presidente americano e de seus aliados representa a “consequência do descrédito que os próprios arrogantes causaram a si mesmos”, mas descartou que a vitória democrata mude a política entre ambas as nações que estão em guerra desde fevereiro.”Se ainda há quem mantenha alguma esperança em uma mudança de comportamento ou nas alternâncias entre partidos e facções dentro do sistema de dominação, ou acredite que mediante concessões aos Estados Unidos pode fazer com que abandonem sua inimizade com a nação iraniana, está profundamente enganado”, afirmou Khamenei.Ele ressaltou ainda que o objetivo da Casa Branca segue sendo alcançar a capitulação de Teerã e advertiu contra qualquer concessão aos americanos”O desejo do Grande Satã [se referindo aos EUA] é a rendição incondicional da nação iraniana”. “Os Estados Unidos sofreram uma queda irreversível tanto no âmbito de seu poder militar quanto no de seu poder brando internacional, e o processo de seu colapso se acelerou”, declarou.Em referência à guerra entre Washington e Teerã, o líder iraniano afirmou que a situação no Estreito de Ormuz demonstrou “a falsidade do mito da invencibilidade” americana e sua incapacidade de proteger seus “governos fantoches”, em alusão aos Estados árabes aliados dos EUA, contra os quais o Irã lançou dezenas de ataques durante o conflito por abrigarem bases militares dos EUA. Ele defendeu ainda manter a estratégia de “um Irã cada vez mais forte”.Nas redes sociais, o presidente do Parlamento e chefe negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os americanos votaram “não à guerra” com o apoio aos democratas nas eleições de meio de mandato.”Seja pela consciência ou pelo custo de vida, os americanos disseram não à guerra e nós apoiamos esta mensagem”, escreveu Ghalibaf na rede social X.Ele opinou ainda que, caso a Casa Branca “traia a vontade do seu povo para servir aos seus patrocinadores internacionais e àqueles que a chantageiam, descobrirá que o nosso não vem acompanhado de um pesadelo”.O chefe do Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Ejèi, afirmou que o resultado do pleito constitui uma derrota “militar e política” de Trump.”Trump fracassou militar e politicamente. Certamente lhe infligiremos novas derrotas. O dia 4 de novembro sempre foi um dia de derrota para os americanos. Honramos a memória de todos os estudantes mártires, tanto do ensino fundamental e médio quanto universitários, e, em particular, os queridos estudantes mártires de Minab [escola atingida em fevereiro deste ano]”, escreveu Gholam nas redes sociais.Seyed Mehdi Tabatabaei, vice-chefe de comunicações e informação do gabinete do presidente iraniano, atribuiu a derrota do Partido Republicano ao apoio dos EUA às ações israelenses em Gaza, ao seu alinhamento com os interesses de Israel e à guerra contra o Irã.“Os crimes contra a humanidade em Gaza, a adesão cega aos interesses do regime israelense ilegítimo e a guerra sem fim com a República Islâmica do Irã trouxeram a maior derrota da história das eleições americanas para o Partido Republicano”, pontuou.Irã e Estados Unidos estão em guerra desde 28 de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques aéreos coordenados contra o território iraniano.Na última semana, Teerã vinha intensificando seus ataques contra petroleiros em Ormuz, epicentro do conflito, o que fez com que os preços do petróleo disparassem antes das eleições.Trump chegou a admitir que a guerra com o Irã influenciou as derrotas republicanas, embora tenha defendido sua atuação, um dia após confirmar ataques contra a ilha iraniana de Qeshm, os primeiros anunciados pelos EUA em quase dois meses.

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