Assim como nas últimas seis decisões, o Brasil derrubou a Argentina e avançou no seu caminho. Neste sábado, na Arena Niterói, a Canarinho levou para quadra a vibração das arquibancadas e eliminou o seu maior rival nos pênaltis pela semi da Finalíssima de Futsal.
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Depois do empate em 1 a 1 com a bola rolando, o Brasil foi perfeito nas penalidades e contou com um erro adversário para carimbar a vaga. Na final, a seleção de Marquinhos Xavier encara a Espanha, no domingo. A Argentina tem mais um compromisso contra Portugal na disputa do terceiro lugar.
Trave para o Brasil
O clássico mais quente do futsal internacional começou com as habituais provocações e entradas duras. Brasil e Argentina não aliviaram nas disputas físicas e deixaram o começo de jogo faltoso e com pouca inspiração.
Aos poucos, a seleção canarinho colocou a bola no chão, esfriou a partida e construiu as melhores oportunidades do primeiro tempo. Rocha ficou cara a cara com Lukas Acosta, limpou o goleiro e mandou no poste. Pito arriscou de média distância e carimbou o travessão do goleiro argentino.
A entrada de Jacaré também funcionou para gerar espaços na defesa albiceleste. O pivô do Joinville encaixou com a necessidade da partida e contribuiu no volume ofensivo do Brasil.
Do outro lado, a Argentina repetiu a estratégia de costume e abusou das bolas longas. Pelo alto e por baixo, os visitantes levaram constante perigo à defesa brasileira e exigiram trabalho do goleiro Willian.
Empate em erros
Na volta do intervalo, com os ânimos acalmados, o Brasil novamente colocou a bola no chão primeiro, mas, desta vez, foram os argentinos que acharam espaço para finalizações perigosas. Willian e o travessão salvaram a Amarelinha da desvantagem.
O Brasil procurou alternativas, mas continuou neutralizado pelos Hermanos. A muralha montada pela Albiceleste somente desmoronou com o próprio erro. Faltando cinco minutos para o fim, Ángel Claudino dominou errado e perdeu a bola na quadra de defesa. Com frieza e qualidade, Pito ameaçou o passe, desmontou o marcador e bateu no canto para marcar.
Em desvantagem, a Argentina aumentou a sua presença na quadra de ataque e também forçou um erro da seleção brasileira. Após passe interceptado, o ataque argentino atacou em velocidade e Lucas Tripodi aproveitou a marcação desencaixada para empatar com um belo chute de fora.
Um erro custa a classificação
Na marca do pênalti, as duas seleções esbanjaram categoria para converter as suas cobranças. Os goleiros, titulares e reservas das duas equipes, se revezaram debaixo da baliza e não conseguiram abrir vantagem para nenhum dos dois lados.
Na última das cinco cobranças iniciais, Fabinho acertou para o Brasil e jogou a responsabilidade para Tripodi no lado argentino. O autor do empate foi de herói a vilão, sentiu a pressão da torcida e mandou no travessão a cobrança decisiva, colocando o Brasil em mais uma final.

