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“Supertilápia”: como Santa Catarina criou peixes com mais peso

Por Redação •

Um trabalho de seleção genética desenvolvido em Santa Catarina fez tilápias alcançarem peso 39% maior após cinco gerações de melhoramento, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Por trás da “supertilápia” estão a identificação individual dos peixes, análises de DNA e cruzamentos direcionados para melhorar o desempenho dos animais nas condições de cultivo do estado.

O resultado é fruto de um processo de melhoramento contínuo, desenvolvido a partir da tilápia Gift, linhagem asiática introduzida em Santa Catarina em 2009. O objetivo é fornecer matrizes selecionadas aos produtores de alevinos, os peixes jovens que posteriormente seguem para a engorda nos viveiros.

O engenheiro de aquicultura Bruno Corrêa da Silva, pesquisador do Campo Experimental de Piscicultura de Itajaí (Epagri/Cepit), descreve a pesquisa como um trabalho lento, mas cumulativo. “A cada nova geração de tilápia, conseguimos acrescentar um pouco mais de rendimento. Foi assim que chegamos a um peso 39% maior. No momento, estamos trabalhando na sexta linhagem”, afirma.

A pesquisa busca melhorar a produção em um território com limitações para a atividade. O clima subtropical reduz o crescimento das tilápias, que comem menos no inverno, enquanto o relevo acidentado dificulta a construção de viveiros escavados, que dependem de áreas planas.