Para o passageiro, a medida não representa redução direta nas tarifas, mas pode ajudar a conter aumentos no curto prazo.
As companhias aéreas que operam no Brasil poderão recorrer a uma nova linha de crédito para enfrentar o aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (23) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e busca dar fôlego financeiro ao setor em um momento de pressão sobre o caixa das empresas.
A nova modalidade permite que empresas de transporte aéreo doméstico contratem empréstimos para capital de giro — recursos usados para manter as operações do dia a dia, como pagamento de fornecedores, salários e despesas imediatas.
O dinheiro virá do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), voltado ao desenvolvimento do setor. Na prática, os recursos serão repassados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras autorizadas.
A linha de crédito terá prazo total de até cinco anos para pagamento, com carência de até um ano para início da quitação do valor principal. O custo básico será de 4% ao ano, acrescido das taxas cobradas pelos bancos. O modelo foi estruturado para permitir que as empresas atravessem dificuldades de curto prazo antes de começarem a pagar a dívida.
Apesar do incentivo, o governo não assumirá o risco das operações. Em caso de inadimplência, o prejuízo ficará com as instituições financeiras, responsáveis por analisar a capacidade de pagamento das empresas antes de conceder o crédito. Por se tratar de uma operação financeira, a medida também não gera impacto direto nas contas públicas.
A criação da linha ocorre em meio à escalada dos custos do setor aéreo, principalmente com combustíveis, um dos principais itens de despesa das companhias. Com isso, empresas vêm enfrentando dificuldades de caixa no curto prazo.
A expectativa do governo é que o acesso a crédito mais barato ajude a evitar cancelamentos de voos, mantenha a oferta de transporte aéreo no país e reduza a pressão por reajustes imediatos no preço das passagens.
Para o passageiro, a medida não representa redução direta nas tarifas, mas pode ajudar a conter aumentos no curto prazo. A nova regra passa a valer imediatamente após a publicação.
Com informações da Agência Brasil.


