Um grupo de 50 peregrinos da Diocese de Green Bay, liderado pelo bispo David Ricken, concluiu uma jornada de 10 dias pela Bélgica em outubro de 2026. A expedição buscou explorar as origens da Serva de Deus Adele Brice, a imigrante belga que relatou ter visto a Virgem Maria em 1859, dando origem ao Santuário de Nossa Senhora de Champion, o único local de aparições marianas oficialmente aprovado nos EUA.Qual foi o propósito central desta peregrinação internacional?O objetivo principal foi promover uma ‘descoberta de raízes’ para os fiéis do Condado de Door, em Wisconsin, região que abriga uma das maiores comunidades de descendentes belgas nos Estados Unidos. Com a abertura oficial do processo de canonização de Adele Brice em fevereiro de 2026, a Igreja buscou conectar os devotos locais à história pessoal da visionária. Ao visitar sua cidade natal, Dion-le-Val, e os portos de onde sua família partiu rumo à América em 1855, os peregrinos puderam compreender melhor a cultura e a fé que moldaram a mulher responsável pelo santuário americano.Quais locais históricos e religiosos fizeram parte do roteiro europeu?O itinerário percorreu cidades importantes como Bruxelas, Bruges, Antuérpia e Leuven. Entre os pontos altos estiveram a Igreja de Nossa Senhora, que abriga a famosa escultura ‘A Madona de Bruges’ de Michelangelo, e a Basílica de Nossa Senhora de Scherpenheuvel. O grupo também prestou homenagens no túmulo de São Damião de Molokai, o missionário belga que serviu aos leprosos no Havaí. A dimensão acadêmica da fé também foi lembrada com uma visita à Universidade Católica de Leuven, a instituição católica mais antiga do mundo e local de formação teológica do próprio bispo David Ricken.Como foi o encontro entre os peregrinos americanos e a comunidade belga local?O encontro foi marcado por forte emoção, especialmente durante uma missa celebrada na Igreja de São Martinho, paróquia de origem de Adele Brice. Embora o local costume receber apenas 20 pessoas habitualmente, cerca de 250 fiéis lotaram o espaço para receber os americanos. Mesmo com a barreira do idioma, a conexão foi facilitada pelo reconhecimento de sobrenomes comuns entre as famílias dos dois países, revelando parentescos até então desconhecidos. Para marcar a união, a igreja belga recebeu um ícone de 2,4 metros que retrata a aparição da Rainha do Céu em solo norte-americano.O que se espera desta conexão entre o santuário dos EUA e as raízes belgas?O bispo Ricken expressou a esperança de que esta experiência renove o compromisso dos voluntários e devotos com o Santuário Nacional de Nossa Senhora de Champion. A ideia é que, ao testemunharem a vitalidade da cultura de seus antepassados e os locais onde Brice recebeu seus sacramentos, os fiéis identifiquem a continuidade da graça divina entre o Velho e o Novo Mundo. A peregrinação serviu para consolidar o santuário não apenas como um local de oração, mas como um elo vivo que mantém preservada a herança espiritual e cultural dos imigrantes que ajudaram a construir a Igreja nos Estados Unidos.Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.VEJA TAMBÉM:Peregrinos visitam Bélgica para conhecer raízes de visionária mariana
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