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Áudio revela plano de adesivaço em ônibus de Salvador nas eleições

Por Redação •

Autoridades apuram um áudio que detalha um plano para adesivar ônibus do transporte coletivo em Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais. A gravação, atribuída ao sindicato da categoria, sugere uma mobilização para marcar veículos que sairiam das garagens. O caso gerou polêmica após eleitores relatarem falta de transporte e centenas de ônibus serem encontrados parados.

O que revela o áudio atribuído ao sindicato dos rodoviários?

A gravação detalha uma estratégia para a colagem de adesivos eleitorais em ônibus urbanos de Salvador no dia da votação. No áudio, o interlocutor pede que integrantes de uma central sindical assumam a responsabilidade pelas garagens e identifiquem, junto aos operadores, quais veículos seriam liberados para circular. Como o material de propaganda seria insuficiente para toda a frota, a orientação era focar apenas nos carros que sairiam para as ruas, recomendando a fixação de um único adesivo na parte dianteira de cada coletivo para acelerar o processo de distribuição.

Qual é a regra sobre propaganda eleitoral em ônibus públicos?

Diferente dos veículos particulares, onde o uso de adesivos é permitido dentro de certos limites, a legislação eleitoral brasileira proíbe terminantemente qualquer tipo de propaganda em veículos que prestam serviços públicos. Essa restrição existe para garantir a neutralidade dos serviços essenciais e evitar o uso de estruturas públicas ou concessionadas em benefício de candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral baseia essa proibição em normas que buscam equilibrar a disputa, impedindo que o transporte coletivo, utilizado por grande parte da população, vire suporte para mensagens políticas.

Como a Prefeitura de Salvador justificou a redução da frota nas ruas?

A gestão municipal alegou que a operação foi prejudicada justamente pela presença desses adesivos de cunho eleitoral nos veículos. Segundo o prefeito Bruno Reis, os ônibus precisaram ser retidos nas garagens até que as propagandas fossem removidas, o que gerou atrasos e transtornos aos eleitores. Posteriormente, para evitar um colapso maior na mobilidade da cidade, a Prefeitura informou ter determinado a liberação dos coletivos mesmo com a presença dos adesivos. O gestor negou qualquer ordem para reduzir o serviço e atribuiu a responsabilidade da confusão à atuação de representantes sindicais.