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Democratas reagem a “onda azul” e derrota de Trump nas midterms

Por Redação •

As principais lideranças do Partido Democrata reagiram com otimismo ao resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, as midterms, que deram à legenda a maioria no Senado e na Câmara, em uma dura derrota para o presidente Donald Trump. O ex-mandatário Barack Obama afirmou que o trabalho do partido é “arregaçar as mangas” para evitar “maiores danos” da atual gestão federal.“Esta noite, o povo americano enviou uma mensagem clara: quer uma política que una as pessoas em vez de as dividir, e líderes que ofereçam soluções concretas para os desafios que enfrentam”, disse o ex-presidente. “Embora esta administração ainda tenha mais dois anos no poder, nosso trabalho agora é arregaçar as mangas, fazer mudanças onde tivermos o poder para fazê-lo, evitar maiores danos e lançar as bases para o futuro”, acrescentou.Liderança histórica do Partido Democrata e ex-presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi também celebrou o pleito opinando que os eleitores exigiram um custo de vida mais baixo, melhor assistência médica e um governo que priorize as famílias trabalhadoras.Pelosi instou os democratas eleitos a usarem sua nova maioria para “reduzir custos, defender a Previdência Social e o Medicare, proteger as liberdades e responsabilizar o governo Trump”.Também afirmando que os eleitores votaram por rejeitar o “alto custo de vida”, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que, está pronto para agir e trabalhar com a nova maioria.“Hoje é um grande dia para a América. O povo americano se manifestou e deixou claro que deseja o fim dos altos custos, do caos interminável e da corrupção constante dos republicanos em Washington”.O deputado líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, reeleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, representando um distrito de Nova York, provocou os republicanos. “Os extremistas do MAGA [sigla para ‘Make America Great Again’ (em português, ‘Torne a América Grande Novamente’), slogan de Trump] estão em fuga de costa a costa”.O primeiro senador muçulmano eleito na história dos EUA, Abdul El-Sayed, também em tom provocativo, criticou o presidente Donald Trump e o vice, J. D. Vance, em discurso após ser eleito pelo estado de Michigan.”JD, existe uma deliciosa ironia no fato de você ser constitucionalmente obrigado a me empossar em janeiro. […] Donald, eu sei que você tem dificuldade com o meu nome, então, depois que JD me empossar em janeiro, você poderá me chamar de senador”.O democrata Xavier Becerra, que se tornou o primeiro latino eleito governador da Califórnia, celebrou sua vitória e a “grande noite” para ser californiano, americano e “filho de imigrantes da União”.”Que grande noite para ser californiano. Que grande noite para ser americano, para ser filho de imigrantes da União, para estar de pé na vitória ao lado de todos vocês”, disse Becerra em um discurso em Sacramento, a capital da Califórnia, após a divulgação dos primeiros resultados. “Senhoras e senhores, vocês entraram agora na Era Becerra”.Peggy Flanagan, primeira senadora indígena eleita da história dos Estados Unidos, afirmou a apoiadores que “vocês acabaram de derrotar Donald Trump”.“Chega de tirar comida de crianças e idosos. Chega de vender este país para o maior lance. Chega de salões de baile, chega de bombas ou isenções fiscais para bilionários.”Flanagan descreveu sua vitória como parte de um despertar político mais amplo, defendendo um movimento definido não pela “ganância corporativa ou pelo ódio político”, mas pelo “poder das pessoas se unirem para exigir mudanças”.A senadora de Nova York, Kirsten Gillibrand, reeleita nas eleições de novembro de 2024, disse que mesmo confiante na vitória do Partido Democrata, ficou surpresa com o resultado do pleito. “A dimensão da onda azul é maior do que eu jamais imaginei”. É inacreditável”.

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