Energia Limpa
Número teve salto com as ações realizadas em conjunto entre a Energisa, Politec e Polícia Civil; pena prevista para o furto é de até quatro anos de detenção
Publicado em
5 de setembro de 2025
POLÍCIA
Nos primeiros oito meses de 2025, a Operação Energia Limpa registrou aumento de 114% no número de prisões em comparação ao mesmo período do ano passado. Enquanto em 2024 foram 34 pessoas levadas à delegacia até agosto, em 2025 o número saltou para 73.
O aumento é resultado das ações conjuntas entre a Energisa e as forças de segurança, que têm intensificado as operações para prevenir e combater o furto de energia. Ao todo, são quase 140 em todo o estado de Mato Grosso realizadas em parceria com a Politec e Polícia Civil – até agosto do ano passado foram 89.
O delegado titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Sylvio do Vale Ferreira Júnior, ressaltou a importância da atuação integrada.
“Esses resultados demonstram a eficiência da união entre a iniciativa privada e as forças de segurança. O furto de energia não é apenas um crime patrimonial, mas também um risco à vida das pessoas, já que as ligações clandestinas podem provocar acidentes graves e até fatais. Continuaremos atuando com rigor para coibir essa prática e responsabilizar os envolvidos”, destacou.
O delegado acrescentou que “as investigações continuam em andamento, e novas operações já estão planejadas para os próximos meses, com foco em regiões onde há maior incidência de irregularidades”.
O furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro – artigo 155, com pena prevista de até quatro anos de detenção, além de multa.
“O dobro de prisões é um claro indicativo de que nossas ações conjuntas com as forças de segurança estão surtindo efeito. E não é apenas sobre prisões, é sobre mudar a cultura de impunidade que permite o furto de energia. Estamos trabalhando para que as pessoas entendam que isso não é aceitável”, disse Luciano Lima, gerente de perdas da Energisa MT.
Denuncie
A concessionária de energia possui um centro de monitoramento de fraudes e furtos e quem quiser denunciar pode entrar em contato pelos canais de atendimento. Ajude a combater o crime.
WhatsApp (Gisa): (65) 99999-7974
Aplicativo Energisa On
Site: energisa.com.br
Call Center: 0800 646 4196
POLÍCIA
Polícia Civil fecha laboratórios e prende dono por falsificações em exames em MT
Rede de laboratórios era contratada por órgão públicos, clínicas e convênios médicos particulares
Publicados
3 semanas atrás
em
15 de agosto de 2025
Foto: Polícia Civil-MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15.8), a Operação Contraprova, para cumprir 11 ordens judiciais contra os proprietários de uma rede de laboratórios em Mato Grosso, envolvida em fraudes e falsificações de exames laboratoriais.
A rede, identificada por meio de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares.
Entre as ordens judiciais cumpridas na operação, estão a prisão preventiva do sócio responsável técnico pelo laboratório, busca e apreensão nas residências dos sócios e unidades da empresa, interdição judicial das três unidades, suspensão do registro de biomédico do sócio preso, suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, Estados e Municípios.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz de Garantias de Cuiabá, após manifestação favorável da 24ª Promotoria de Justiça, que estão sendo cumpridas com o apoio de policiais civis das delegacias de Sorriso e de Sinop, além de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá.
Ao final do inquérito, os investigados poderão ser indiciados nos crimes de estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa, cujas penas podem chegar a até 25 anos de prisão, além de multa.
Fatos apurados
As investigações começaram em abril deste ano, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá de que um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório estaria falsificando os resultados de exames. Na ocasião, a unidade foi interditada, e o investigado chegou a ser preso em flagrante delito.
O laboratório recebia e coletava amostras de material biológico, incluindo secreção de pacientes de home care, realizando ainda exames de covid-19, toxicológico e de doenças como sífilis, HIV e hepatites. Os laboratórios possuíam unidades nos municípios de Cuiabá, Sinop e Sorriso.
Porém, no decorrer das investigações, foi apontado que o laboratório não realizava os exames internamente nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios, como afirmavam os sócios. As amostras coletadas dos pacientes eram descartadas sem qualquer análise e os resultados dos laudos eram falsificados pelo sócio responsável técnico, que também é biomédico. Ele foi preso preventivamente nesta sexta-feira.
Durante o cumprimento dos mandados de buscas foram apreendidos armas, munições e diversos documentos.
Contraprova
O nome da operação faz referência à análise de contraprova, exame de confirmação destinado a verificar a veracidade de um resultado. O nome simboliza a atuação da Polícia Civil como verdadeira “contraprova” que desmascarou os resultados falsos emitidos pelos investigados.


