Lara Fabia Ribeiro de Oliveira é investigada por uma série de crimes como sequestro, cárcere privado, agressões e tentativa de homicídio contra uma família, incluindo um bebê recém-nascido, motivados por vingança, segundo a polícia.
A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória à investigada Lara Fabia Ribeiro de Oliveira, presa desde julho deste ano e denunciada por participação em uma série de crimes como sequestro, cárcere privado, agressões e tentativa de homicídio contra uma família, incluindo um bebê recém-nascido, em Sorriso (MT) . A decisão é da 1ª Vara Criminal do município e foi assinada na terça-feira (11) pelo juiz Rafael Depra Panichella.
Conforme o documento, a prisão preventiva da empresária foi revogada após o juiz entender que, apesar de existirem indícios de autoria e materialidade, não permanecem os requisitos que justificariam a continuidade da detenção, sendo possível aplicar medidas cautelares alternativas. Entre as obrigações impostas estão:
- comparecimento mensal em juízo;
- recolhimento domiciliar noturno, nos fins de semana e feriados;
- proibição de contato com as vítimas e demais investigados;
- proibição de frequentar bares;
- restrição para deixar a comarca por mais de 15 dias sem autorização.
Enquanto Lara recebeu autorização para responder ao processo em liberdade, o magistrado manteve a prisão preventiva dos outros quatro acusados: Anderley Vieira da Silva, Attila Jeremias de Sousa, Cleomar Aparecido e o pai de Lara, Valmir de Oliveira.
Na avaliação do juiz, continuam presentes a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e os indícios de que os investigados agiram de forma organizada e com violência, o que justificaria a manutenção da medida extrema.
O processo está sob sigilo e o Primeira Página tenta localizar a defesa dos citados.
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Relembre o caso
A Polícia Militar foi acionada após três adultos e um bebê, de apenas 28 dias na época, darem entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso. As vítimas relataram que foram sequestradas, agredidas, torturadas e ameaças de morte.
As investigações apontam que o crime foi motivado por vingança. O ataque teria sido uma retaliação por causa de uma ação trabalhista movida por uma das vítimas, uma ex-funcionária de Lara. Ela teria vencido a causa e, desde então, passou a receber ameaças. Segundo a polícia, o grupo chegou a dizer que colocaria fogo no bebê para obrigar a mãe a desistir da ação.
Na época, sete pessoas foram presas, incluindo o namorado de Lara. Foram apreendidos um revólver calibre 38, uma pistola calibre 380, munições, sete celulares e placas veiculares.
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