O empresário do ramo de agronegócio em Lucas do Rio Verde (MT), Leandro Zavodini, de 41 anos, foi preso durante um torneio de pôquer em um hotel de luxo, em São Paulo, na noite dessa quarta-feira (26). Ele era o principal alvo da Operação Ignis Justiça, que investiga um esquema sofisticado de furto de energia.
Segundo a Polícia Civil, métodos técnicos avançados era utilizados para adulterar medidores e reduzir artificialmente o consumo de três empresas ligadas ao empresário, dentro e fora do município.
Mais cedo, foram presos um engenheiro eletricista e um ex-funcionário terceirizado da concessionária de energia, acusados de envovlimento no esquema. Eles devem responder pelos crimes de furto de energia, corrupção, estelionato (adulteração do sistema de medidor), fraude processual e corrupção.
O Primeira Página tenta localizar a defesa de Leandro.
Quem é Leandro Zavodini
Natural do Paraná, Leandro chegou em Lucas do Rio Verde, em 2010. Ele é produtor rural e proprietário da Agrícola Maripá, um dos maiores pólos de produção de soja do país.
Ele também é conhecido nacionalmente no universo do pôquer. Em novembro do ano passado, ele conquistou o maior prêmio da história do pôquer brasileiro: R$ 3,5 milhões.
Leandro venceu o The Legendes, torneio de buy-in R$ 250 mil do BSOP Millions, passando por alguns dos maiores nomes do campeonato brasileiro e mundial.
Em maio deste ano, a irmã de Leandro, uma influenciadora digital, foi denunciada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Planalto (Assoplan) por aparecerem na lista de beneficiados do Programa Nacional de Reforma Agrária, vinculada ao Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, na região norte de Mato Grosso.
Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, o grupo estruturou uma operação altamente profissionalizada para reduzir artificialmente o consumo registrado pelas empresas de Leandro. O engenheiro investigado seria o responsável pelas alterações técnicas, enquanto o ex-funcionário teria usado acesso privilegiado para facilitar as manipulações no sistema.
O crime, segundo a Polícia Civil, ocorreu de forma contínua e prolongada, e não se tratava de um ato isolado, mas de uma prática mantida ao longo do tempo. O resultado disso foi o desvio de valores que deveriam ser repassados ao sistema energético e, consequentemente, à população.
Conforme a delegada responsável pelo caso, Paula Moreira Barbosa, casos de furto de energia em grande escala vêm sendo identificados em vários municípios de Mato Grosso, mas o que diferencia essa operação é a sofisticação técnica e o uso de profissionais qualificados para sustentar a fraude.
A investigação segue em andamento para identificar outras possíveis pessoas envolvidas.
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