Primeira mulher médica veterinária na região de Barra do Bugres-MT, Eloisa El Hage, era um misto de curiosidade e desconfiança. Todos queriam saber a capacidade daquela profissional que se aventurava num ambiente até então dominado exclusivamente por homens.
“No começo, eu só era chamada para atendimento em pequenos animais. Mas tudo bem porque sou veterinária para atender pequenos animais também”, disse em entrevista ao podcast Agro de Primeira MT desta semana sobre o papel da mulher no agro.
Com o sonho de trabalhar com reprodução animal nas fazendas, ela levou quatro anos para conquistar o espaço que queria.
“Você ouve algumas coisas, você tem de estar fortalecida. Tem de saber dar resposta ou saber silenciar sobre a bobagem que a pessoa está falando. Temos de querer e se capacitar porque vai acontecer. O agro é ambiente predominantemente masculino, mas temos o direito e a capacidade de estar ali”.
E foi assim, com resiliência e gana que Eloisa tornou-se referência em melhoramento genético no estado. É jurada da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), faz parte dos quadros de associações de representantes da pecuária e, ao lado do marido, faz a gestão de uma escritório especializado em reprodução bovina e de uma fazenda de pecuária.
Dia Internacional da Mulher
No Dia Internacional da Mulher, o Agro de Primeira MT separou um corte da conversa com Adriane Steinmetz sobre como Eloisa vê o papel da mulher não apenas no agro, mas na sociedade.
“Mulher tem olhar 360. Em qualquer lugar, seja na escola, na entidade, em sua propriedade. Você vê que o comportamento da pessoa não tá certo, que a pessoa não está bem. Você pega um assunto e olha de uma forma bem mais humanizada, na hora de comunicar tem uma forma mais leve, abrindo oportunidade de acessar os corações.”
E vai além, ela afirma que a mulher, por ter essa natureza que agrega, estabelece pontes.
“A gente é ponte do esposo com os filhos, do funcionário com o pecuarista quando a gente está dando assistência. Então, a gente tem também essa natureza de conectar as coisas. A presença da mulher é muito significante. Na produção de alimentos, então, a gente pensa que do outro lado está nossos filhos”
Com o mundo envolto em tantos conflitos, Eloisa afirma que é o momento da mulhe.
“O mundo precisa de amor. A mulher está sendo demandada pra isso. Precisamos, sim estar junto com os homens, mas a mulher precisa ficar mais em mais lugares”, conclui.
Você pode acompanhar a íntegra da conversa com a médica veterinária e empresária do ramo de melhoramento genético, Eloisa El Hage em nossos canais no YouTube e no Spotify. Entre, inscreva-se e ative as notificações para que você seja avisado sempre que houver um conteúdo.
Um feliz Dia Internacional da Mulher para Eloisa, Adriane e todas as mulheres do agro de Mato Grosso!


