Chico e Consuelo agora dividem o mesmo espaço, com pasto, frutas, represa e sombra — tudo do jeitinho que antas gostam. Não existe pressão, só tempo e tranquilidade
Quem vê uma anta pode nem imaginar, mas essas grandalhonas são tímidas, carinhosas e, quando encontram companhia, podem formar laços para a vida toda. Foi com essa esperança que Consuelo e Chico — dois bichos resgatados e cheios de história — foram colocados lado a lado em uma área de mata em Santo Antônio de Leverger.
Consuelo foi encontrada ainda filhote, órfã às margens da BR-163. Foi cuidada, alimentada na mamadeira e cresceu ouvindo o barulho da floresta ao seu redor. Já Chico, bem mais arisco, foi resgatado em Colniza depois de ficar agitado na época de reprodução.
Passou por clínica, tratamento e até perdeu uma disputa amorosa para outro macho antes de ser levado para o “encontro às cegas” com a fêmea.
Agora, dividem o mesmo espaço, com pasto, frutas, represa e sombra — tudo do jeitinho que antas gostam. Não existe pressão, só tempo e tranquilidade. A torcida? É para que a natureza faça o resto.
💬 E quem lembra de Tião e Pitanga?
Eles também foram juntados com a mesma esperança de formar uma nova família pantaneira. Tião sobreviveu a um incêndio no Pantanal em 2020. Pitanga, resgatada ainda pequena e com um machucado no olho, levou tempo para confiar.
No começo, Tião não quis saber de aproximação e até correu atrás dela. Mas, com paciência, passaram a dormir pertinho, comer juntos e não se desgrudam mais. Ainda não tiveram filhotes, mas viraram símbolo de recomeço e afeto entre a fauna resgatada.
Só depois de todo esse cuidado e espera é que entra o trabalho humano: a iniciativa é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que realizou a chamada “soltura branda” dos animais, monitorando os dois de longe, para que possam viver livres — e, quem sabe, aumentar a família.
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