Defasagem
Publicado em
5 de setembro de 2025
Por
Isan Rezende – mtpress
AGRONEGÓCIO
Foto: Divulgação
O déficit de armazenagem em Mato Grosso voltou ao centro das discussões do setor neste período de entressafra. Levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a capacidade estática instalada no estado é de 53,4 milhões de toneladas, frente a uma necessidade superior a 106 milhões. O descompasso deixa um buraco de mais de 52 milhões de toneladas, obrigando parte expressiva da produção a ser guardada em estruturas improvisadas.
A defasagem ocorre justamente no maior estado produtor de grãos do país, onde a colheita é concentrada em poucos meses. O acúmulo de caminhões nas filas, a entrega forçada para tradings e o uso crescente de silo bolsa viraram rotina para pequenos, médios e grandes produtores. Na prática, a falta de espaço para estocar reduz a autonomia comercial do agricultor, que muitas vezes é pressionado a vender a preços mais baixos para liberar a produção.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, o problema poderia ser minimizado com mais investimentos em silos nas propriedades, mas o custo alto e o crédito caro travam a expansão. Estimativas do setor apontam juros entre 12% e 15% ao ano, prazos curtos e exigências rígidas. Nessas condições, a construção de armazéns próprios se torna inviável para a maioria dos produtores.
AGRICULTURA
Preço da soja sobe no Mato Grosso devido a preocupações sobre clima
Publicados
1 dia atrás
em
4 de setembro de 2025
Foto: Divulgação
O preço da soja subiu no Mato Grosso nesta quarta-feira (3/9). Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio do grão no Estado foi de R$ 118,76, alta de 0,19%.
Ao mencionar dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) lembrou que nos próximos 15 dias o volume de chuvas deverá ser insuficiente para viabilizar a semeadura logo após o término do vazio sanitário, na maior parte de Mato Grosso, dando suporte aos preços.
Já na bolsa de Chicago, com o avanço da colheita americana do grão, a soja entrega para novembro fechou em baixa de 0,91%, negociada a US$ 10,3150 o bushel.
Na maior parte do Brasil, a oleaginosa teve baixa. Levantamento da AgRural registrou a saca de soja a R$ 128,50 em Luís Eduardo Magalhães (BA); R$ 128 em Rio Verde (GO); R$ 121 em Balsas (MA); R$ 129 no Triângulo Mineiro e R$ 123 em Dourados (MS). Nos portos, a soja é cotada a R$ 141,50 em Santos (SP) e R$ 141 em Rio Grande (RS).


