Os corpos foram transferidos para o IMOL de Campo Grande
O avião que caiu no Pantanal de Aquidauana e resultou na morte de quatro pessoas: os cineastas Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr., o piloto Marcelo Pereira de Barros, e o chinês Kongjian Yu, reconhecido como uma das maiores autoridades da arquitetura mundial, teve os destroços retirados do local na manhã desta sexta-feira (26). Os corpos das vítimas chegaram a Campo Grande.
O translado foi feito em dois carros funerários, com destino ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) da Capital.
De acordo com a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), exames de necropsia já foram realizados em três vítimas. Apenas o corpo do arquiteto chinês não passou pelo procedimento devido a uma tradição cultural do país de origem. A necropsia só poderá ser feita com a presença de familiares, que devem viajar ao Brasil para acompanhar o processo.
Nos demais corpos, foram coletadas amostras para diferentes técnicas de identificação, incluindo registros médicos, análise necropapiloscópica (impressões digitais) e exames de DNA. O filho do piloto já esteve em Aquidauana para fornecer material genético.
Segundo o coordenador regional de perícias e identificação de Aquidauana, Antonio Cesar Moreira, os corpos foram transferidos à Capital para que exames complementares possam ser realizados com equipamentos mais avançados, como raio-X e tomografia, garantindo resultados técnicos mais precisos.
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Investigação do acidente
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já iniciou a apuração das causas da queda. O avião, fabricado em 1958, não possui caixa-preta, o que deve dificultar parte da investigação.
A Polícia Civil também apura as circunstâncias do voo, já que a aeronave não tinha autorização para realizar táxi aéreo e tampouco poderia voar no período noturno. Os destroços foram retirados do local do acidente na manhã desta sexta-feira e levados para a sede da fazenda onde ocorreu a queda.
Enquanto aguardam os laudos periciais, as famílias das vítimas aguardam a conclusão dos exames de identificação para que os corpos possam ser liberados e sepultados.

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