Apesar da resistência materna, os filhotes acabam conseguindo um tetezinho
E mãe tem paz, por um acaso? Uma família de cachorros-do-mato desfilou toda a sua sintonia em frente às câmeras-trap do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). Imagens publicadas nas redes sociais do Projeto Tatu-Canastra mostram a mamãe e dois filhotes da espécie em área próxima à toca do gigante da mata.
Arteira, a duplinha interrompe o descanso da mãe em busca de mama. Apesar da resistência materna, os filhotes acabam conseguindo um tetezinho. “Cenas assim lembram o quanto os laços familiares também fazem parte da vida na natureza”, descreve o projeto junto à gravação.
Ao contrário dos bebês humanos, o desmame completo da espécie ocorre por volta dos três meses de vida, mas já no primeiro mês eles começam a experimentar alimentos sólidos trazidos pelos pais.
Inclusive, uma característica da espécie é que ambos os pais cuidam dos filhotes. Enquanto a mãe amamenta, o macho costuma trazer comida ou caçar para ela. Em alguns grupos familiares, os irmãos mais velhos da ninhada anterior também ajudam a vigiar os filhotes menores.
Cachorro-do-mato
Assim como os tatus, os “lobinhos” também têm o hábito de se esconder em buracos, fendas, arbustos densos ou tocas abandonadas. São animais monogâmicos. Geralmente vivem em casais ou em pequenos grupos familiares. Embora cacem de forma solitária ou em dupla, mantêm um forte vínculo com o parceiro e dividem o mesmo território.


