A morte ocorreu em 17 de fevereiro deste ano, enquanto Jéssica realizava procedimentos de cruroplastia e lipoescultura sob anestesia geral em uma unidade hospitalar da cidade. Os profissionais investigados não tiveram os nomes divulgados.
De acordo com a investigação, durante a cirurgia a paciente apresentou instabilidade hemodinâmica, quadro caracterizado por falha no funcionamento do sistema cardiovascular e na oxigenação dos órgãos. A situação evoluiu para uma parada cardiorrespiratória, levando a equipe médica a realizar manobras de reanimação. Jéssica, porém, não resistiu.
Em depoimento, os médicos negaram erro no procedimento. Eles afirmaram que a lesão encontrada no corpo da paciente pode ter sido causada pela pressão aplicada durante as tentativas de reanimação.
A ocorrência foi registrada pelo marido da vítima no próprio dia da cirurgia.
Laudos do exame necroscópico e de perícia complementar, no entanto, apontaram que a causa da morte foi um pneumotórax bilateral. presença de ar na cavidade torácica, provocado por perfuração na parede torácica posterior. Segundo a perícia, a lesão é compatível com o uso de instrumento cirúrgico durante o procedimento estético.
Com o indiciamento concluído, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPE), que irá analisar as provas e decidir se apresenta denúncia à Justiça.
“Ela estava completamente saudável”
Na semana passada, a filha da empresária, Yasmin Souza Menezes, afirmou que a mãe não tinha qualquer problema de saúde antes da cirurgia.
Segundo ela, Jéssica morava em Pontes e Lacerda, onde era proprietária de uma loja de roupas, e havia realizado diversos exames preparatórios antes do procedimento.
“Se tivesse algo impedindo de realizar a cirurgia, ela não teria feito. Ela cuidou muito bem da saúde para poder passar por essa cirurgia”, disse.


