Um ano após o lançamento, iniciativa registra quase 6 mil travessias seguras de primatas
O município de Alta Floresta (MT) implantou, em 2024, o programa “Alta Floresta Não Atropela”, que criou passagens suspensas no perímetro urbano para reduzir atropelamentos de animais silvestres. Um ano depois, os resultados já são visíveis. O monitoramento mais recente contabilizou 5.870 travessias seguras realizadas nas sete estruturas instaladas na cidade, entre janeiro e agosto deste ano, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do município.
O número representa crescimento em relação ao ciclo anterior (4.919 registros) e mostra a adesão crescente de espécies como o zogue-zogue-de-Alta Floresta, primata endêmico e ameaçado de extinção.
O monitoramento tem sido realizado de forma periódica desde a inauguração do programa, em outubro de 2024. Os números mostram o crescimento constante da adesão dos animais às passagens:
Travessias de primatas
Totais mensais registrados
Out-Dez/2024541
Janeiro/2025200
Fevereiro/2025221
Março/2025852
Abril/2025415
Maio/2025752
Junho/2025962
Julho/2025976
Agosto/2025951
Inovação na Amazônia brasileira
O projeto foi idealizado pela bióloga Fernanda Abra, referência internacional em ecologia de estradas pelo Projeto Reconecta, e é desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Alta Floresta, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Trata-se do primeiro plano urbano da Amazônia brasileira voltado à mitigação de impactos da fauna silvestre com estruturas específicas, o que o torna um exemplo inovador e replicável para outras regiões do país.
Resultados e futuro
Mais do que números, o programa tem se consolidado como símbolo de que é possível conciliar urbanização e preservação ambiental. A construção das pontes de dossel se mostrou uma medida simples e eficaz para proteger a fauna silvestre e reduzir o risco de atropelamentos.
Com o sucesso dos primeiros 12 meses de operação, a expectativa é de que novas estruturas sejam instaladas, ampliando a área de cobertura do programa e fortalecendo o papel de Alta Floresta como referência nacional em políticas públicas ambientais.
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