Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável ese ocultação de cadáver.
O pedreiro Antônio Ramos Escobar, de 58 anos, foi condenado a 45 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato da menina Sara Vitória Fogaça Paim, desaparecida desde 2010, em Sorriso. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (14), em júri popular, e encerra um dos casos de maior comoção já registrados no município.
A sentença foi dividida entre as três condutas apontadas pelo Ministério Público: 32 anos por homicídio triplamente qualificado, 11 anos e 8 meses por estupro de vulnerável e 1 ano e 4 meses por ocultação de cadáver.
Caso que chocou Sorriso
Sara Vitória tinha 5 anos quando foi vista pela última vez, em 2010. Por mais de uma década, nenhuma pista concreta havia sido encontrada. A virada ocorreu no ano de 2020, após uma denúncia anônima, que levou a Polícia Civil até Antônio Escobar, posteriormente preso temporariamente e atualmente detido no Centro de Ressocialização de Sorriso.
Durante as investigações, o réu confessou o crime. Segundo o depoimento, ele trafegava de bicicleta quando viu a criança na rua e ofereceu carona. Em seguida, levou a menina para uma construção onde trabalhava, abusou sexualmente da vítima, a matou por asfixia e enterrou o corpo em um terreno baldio.
Fuga e histórico de comportamento suspeito
Após o crime, Escobar fugiu para o Mato Grosso do Sul, onde permaneceu por anos, retornando para Sorriso somente em 2010. A polícia também identificou um boletim de ocorrência antigo relatando que ele havia abandonado a família e que moradores mencionavam episódios em que o suspeito teria exibido o órgão genital para outras crianças.
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