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    Brasil

    Projeto usa robótica para reintegrar jovens privados de liberdade

    Eliane Goncalves - reporter da Radioagencia NacionalDe Eliane Goncalves - reporter da Radioagencia Nacional23 de novembro de 2025Nenhum comentário5 minutos lidos
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    Projeto usa robótica para reintegrar jovens privados de liberdade
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    “Sawabona”. Estudante de análise e desenvolvimento de sistemas, Daniel Messias explica o que quer dizer a saudação para o povo zulu: “Eu te vejo, você é importante e obrigado por você existir”. A palavra traduz a filosofia da etnia do Sul do continente africano que escolhe lembrar as qualidades e os valores em vez de punir as pessoas pelos seus erros.

    “Ao se reconectar com sua essência, a pessoa pode responder ‘shikoba’. Eu existo e eu sou bom para você”, completa Messias.

    A cultura sawabona-shikoba também ajuda a explicar o que norteia a pesquisa de Messias no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). Ele ensina robótica para jovens privados de liberdade na capital pernambucana.

    “A educação precisa ser restaurativa. Resgatar as pessoas não pelo erro, mas pelas qualidades”, defende o pesquisador, enquanto mostra o robô seguidor de linha (que navega ao longo de uma marcação) desenvolvido pela turma de jovens egressos das unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase).

    Para Messias, esses são princípios que podem ajudar o país a encontrar soluções para a reintegração de pessoas privadas de liberdade, hoje centradas no que ele chama de “necropolítica”. O termo cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe se refere a uma espécie de “licença para matar” pessoas que fazem parte de alguns grupos sociais, como jovens negros. “Não necessariamente uma política de matar fisicamente. É também uma política de matar narrativas, sonhos, perspectivas e possibilidades”, explica.

    Daniel Messias ensina robótica para jovens privados de liberdade no Recife – Foto: Cesar/Divulgação

    O projeto apresenta noções de robótica e do pensamento computacional para jovens que acabaram de sair ou ainda estão em sistemas socioeducativos. A primeira turma formou 18 jovens egressos das unidades da Funase. A segunda turma, ainda em andamento, é formada por adolescentes que cumprem medida socioeducativa.

    “São jovens que achavam que não tinham condição nenhuma de se inserir na sociedade”, diz o professor Henrique Foresti, engenheiro de sistemas e idealizador da plataforma Roboliv.re, metodologia criada para democratizar a robótica e que é usada na formação dos jovens. “Esse sentimento de pertencer é o grande desafio. Os meninos chegam aqui [no Cesar] e descobrem que por meio da tecnologia podem ter uma vida diferente”, completa.

    Segundo os dados mais recentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2024, havia 11 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em todo o país. Mais de 95% deles são meninos. Quase 74%, pretos ou pardos.

    O objetivo inicial da pesquisa era ajudar no processo de reinserção, mas, depois das primeiras formações, o que eles começam a perceber é que esses jovens têm habilidades que podem ser aproveitadas em muitos outros campos.

    “Eles vieram de um contexto de vulnerabilidade, de tantos problemas, de tantas barreiras que conseguem ter um olhar crítico e um olhar de inovação que é diferente de um jovem que veio de um cenário de privilégio, que sabe inglês, que já viajou para fora do país, que já sabe programar. As pessoas que vieram de um recorte de muito menos privilégio têm um olhar de criatividade, de trazer soluções para contextos diversos, plurais”, destaca Messias.

    A próxima etapa da pesquisa é investigar a lacuna entre formação e geração de renda. Os pesquisadores avaliam a criação de uma startup para trabalhar em parceria com as unidades socioeducativas.

    “Quando ele sai do sistema, não encontra suporte nenhum. Esse processo se chama desfiliação. E aí o que acontece? A pessoa acaba reincidindo”, argumenta o pesquisador, que lembra o efeito rebote que essa falta de apoio significa para toda a sociedade.

    “O tráfico é um local onde ele vai ter uma rede de apoio, ele vai ter um suporte das facções, vai ter esse auxílio para coisas básicas, como conseguir sustentar a família. Esse apoio que ele não tem do Estado. É assim que o crime se mostra muito mais – como posso dizer? – muito mais interessante. Ele traz renda imediata”, aponta o pesquisador.

    Para Messias, “o sistema socioeducativo acaba sendo uma ‘escola’ para formar as pessoas que vão para o cárcere”. “Escola” que ajuda a alimentar um dos maiores sistemas penitenciários do mundo. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no primeiro semestre de 2025, o Brasil tinha quase 942 mil pessoas no sistema carcerário. Só China e Estados Unidos superam esse número, e apenas 15 cidades brasileiras têm populações maiores que essa.

    Daniel Messias, Henrique Foresti e Rafael Cavalcante (da esquerda para a direita) acompanham jovem egresso de unidade de internação (de costas) em projeto de robótica – Foto: Cesar/Divulgação

    Além da robótica, a pesquisa também vai testar a aplicação de testes vocacionais para ajudar a mapear habilidades e desenhar planos de carreira alinhados às demandas do mercado. Nesse ponto, a pesquisa tem uma vantagem territorial. Ela está inserida na região do Porto Digital, um dos principais polos de inovação tecnológica do país que fica no centro do Recife e reúne 475 empresas de tecnologia.

    Para colocar o projeto em prática, foi preciso enfrentar preconceitos. “Quando esses jovens vinham para cá [para o Cesar], era nítido aquele momento de tensão. A cara das pessoas dizendo: ‘o que essas pessoas estão fazendo aqui?’. Eu respondia, bem tranquilo: ‘elas estão fazendo inovação’”, lembra Messias.

    O pesquisador tem, como se diz, lugar de fala. Ele próprio já viveu esse sentimento de não pertencer ao lugar onde hoje realiza seus projetos. Nascido e crescido no Coque, oficialmente Ilha Joana Bezerra, bairro que em 2006 registrava o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Recife, Messias também cumpriu medidas socioeducativas quando adolescente. Entre a internação e o semiaberto, foram três anos e seis meses privado de liberdade.

    Hoje, aos 26 anos, quando perguntado sobre o que fez para ter sido apreendido, ele mostra na prática o que significa a filosofia sawabona-shikoba:

    “Eu não quero falar do ato que eu cometi, porque aí eu vou estar olhando para o Messias que errou”, diz, ao completar. “Não me procure no passado, não, porque eu não estou lá mais.”

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