A defesa de Bruno alegava contradições e obscuridades no acórdão que confirmou a pronúncia dos réus, mas o relator do caso, desembargador Hélio Nishiyama, destacou que não houve vícios na decisão anterior.
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do médico Bruno Gemilaki Dal Poz, acusado de participação em uma tentativa de chacina registrada em abril de 2024, em Peixoto de Azevedo. Com a decisão, ele, sua mãe Inês Gemilaki e Éder Gonçalves Rodrigues serão julgados pelo Tribunal do Júri.
A defesa de Bruno alegava contradições e obscuridades no acórdão que confirmou a pronúncia dos réus, mas o relator do caso, desembargador Hélio Nishiyama, destacou que não houve vícios na decisão anterior e que a tentativa buscava apenas rediscutir o mérito do processo. Segundo o magistrado, os elementos colhidos nas investigações indicam que os acusados devem responder perante o júri pelas condutas que lhes foram atribuídas.
Leia também: Mãe e filho que invadiram casa e mataram dois em Peixoto de Azevedo são presos
O crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os três réus participaram de um ataque a tiros durante uma festa de aniversário, atingindo várias pessoas. Eles respondem por dois homicídios qualificados consumados e dois homicídios qualificados tentados.
Entre as vítimas estava Enerci Afonso Lavall, contra quem Bruno teria disparado uma espingarda calibre 12. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por desavenças ligadas a uma suposta dívida cobrada pela vítima.
Leia também – Mãe e filho acusados de duplo homicídio em Peixoto de Azevedo vão a júri popular
Em sua defesa, Bruno chegou a afirmar que teria apenas dado apoio à mãe durante o episódio. No entanto, os autos mostram que ele efetuou disparos em direção a uma das vítimas.
Próximos passos
Com a manutenção da decisão de pronúncia, caberá agora ao Conselho de Sentença, em plenário, decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
-
“Justiça foi feita, mas a dor continua”, diz pai de vítimas da chacina de Sorriso
-
Acusado de chacina de Sorriso inspirou Pacote Antifeminicídio e é julgado por lei antiga
-
Vara da comarca de Peixoto de Azevedo será reativada

.gif)
