Videomonitoramento
A intenção é fortalecer a segurança institucional, prevenir atos de vandalismo, resguardar o patrimônio público e ampliar a proteção dos servidores e cidadãos
Publicado em
2 de outubro de 2025
Por
Lidiana Cuiabano – Detran-MT
GERAL
Foto: Lidiana Cuiabano – Detran-MT
Setecentas e cinquenta câmeras do programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado, foram instaladas na sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), em Cuiabá, bem como em todas as unidades descentralizadas do órgão no Estado.
Somente na sede do Detran, na Capital, foram instaladas 148 câmeras em pontos estratégicos como espaços de maior circulação de pessoas e de permanência de bens móveis e imóveis. As outras 602 câmeras foram distribuídas nas 62 Ciretrans no interior do Estado.
A 49ª Ciretran de Lucas do Rio Verde é uma das unidades do Detran-MT que já conta com as câmeras de segurança. “Em nossa unidade foram instaladas 15 câmeras na parte externa e interna, no nosso pátio, setor de vistoria, trazendo mais segurança tanto para proteção patrimonial quanto para os cidadãos que buscam nossa Ciretran”, comentou o chefe da unidade, Adalberto Coelho Fernandes.
A intenção com o videomonitoramento é fortalecer a segurança institucional, prevenir atos de vandalismo, resguardar o patrimônio público e ampliar a proteção dos servidores e cidadãos que frequentam as dependências do Detran no Estado.
“A instalação das câmeras, além de contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro, integra o conjunto de ações de modernização da Autarquia e reafirma o compromisso do Detran-MT com a segurança, transparência e a eficiência administrativa”, ressaltou o presidente do órgão, Gustavo Vasconcelos.
As câmeras instaladas nas unidades do Detran são dos modelos speed domes, que permitem o giro de 360º e câmeras fixas com tecnologias de Inteligência artificial embarcada e OCRs, que realizam a leitura de placas de veículos e analisam caracteres. Fixas, os equipamentos têm alcance de até 200 metros.
Vigia Mais MT
O Vigia Mais MT é um programa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), que já alcança 128 municípios com 15.000 câmeras instaladas.
Os equipamentos são integrados ao sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), contribuindo para ações de prevenção e resposta rápida às ocorrências em todo o Estado.
GERAL
PF cumpre mandado contra lobista em prisão domiciliar em MT
Publicados
7 horas atrás
em
3 de outubro de 2025
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), mais uma fase da Operação Sisamnes, que investiga a venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e em outros estados.
Entre os alvos está o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como principal operador do esquema. Ele cumpre prisão domiciliar em Primavera do Leste, onde agentes da PF cumprem mandados nesta manhã.
A operação é sigilosa e cumpre deteminação do ministro Cristiano Zanin.
Andreson foi colocado em regime domiciliar em julho, após um laudo médico apontar risco de morte em razão de seu quadro clínico grave. À época, ele chegou a apresentar estado de saúde considerado esquelético.
As investigações da Operação Sisamnes tiveram início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá. Durante a apuração do crime, o celular de Zampieri foi apreendido, e o Ministério Público de Mato Grosso encontrou diálogos comprometedores com desembargadores. O material foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O CNJ analisou as conversas e identificou suspeitas de que Zampieri comprava decisões judiciais de desembargadores, entre eles Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, ambos afastados dos cargos. As mensagens também revelaram sua relação próxima com um lobista de Brasília que afirmava ter acesso a gabinetes de ministros do STJ.
Esse lobista foi identificado como Andreson de Oliveira Gonçalves. Nas conversas, ele compartilhava minutas antecipadas de decisões do STJ e relatava pagamentos a assessores de ministros em troca de sentenças favoráveis.
Diante desses indícios, a PF deflagrou a Operação Sisamnes em novembro do ano passado e prendeu Andreson.
Com o avanço da investigação, a Polícia Federal descobriu transferências bancárias de empresas ligadas a ele para representantes de agentes públicos. Um dos repasses identificados foi de R$ 4 milhões a um servidor do STJ que atuou nos gabinetes de duas ministras da Corte.


